Passando esta semana pelo supermercado onde geralmente faço as compras lá de casa, fiquei impressionado mais uma vez com o apelo comercial da Páscoa… Eram ovos de chocolate pra todo lado, dos menores aos maiores, dos mais baratos aos mais caros. Na TV, também vi o famoso “coelhinho da Páscoa” nos comerciais de praticamente todas as grandes redes de supermercado. Na verdade, somos condicionados, desde criança, a associar a Páscoa com chocolate e com o famoso coelhinho. Mas você já parou pra pensar que o verdadeiro animal da páscoa não é o coelho, mas sim o cordeiro?

Muita gente não sabe, mas a Páscoa é uma festa judaica, que celebra a libertação daquele povo de um período de 400 anos de escravidão no Egito, há 3500 anos. Todo mundo já ouviu falar das famosas dez pragas do Egito, os sinais de Deus para que o Faraó deixasse livre aquele imenso povo-escravo. O cordeiro aparece na última e mais terrível das pragas. Deus ordenou a Moisés que instruísse o povo, para que cada família sacrificasse um cordeiro, assando-o para a “ceia da despedida”. Com o sangue do animal, cada chefe de família deveria manchar os umbrais da porta de entrada da sua casa, porque no meio da noite o anjo da morte iria passar na terra do Egito e entrar em todas as casas que não tivessem a “marca” do cordeiro, matando ali o filho primogênito. Esta foi uma noite de terror e de libertação na terra do Egito: terror para os egípcios, libertação para os hebreus. Depois deste incidente, Faraó finalmente deixou o povo ir e a tão sonhada libertação chegou para aquele povo sofrido.

Até o dia de hoje, os judeus espalhados pelo mundo celebram a Páscoa comendo cordeiro assado. Aquele cordeiro morreu para que os filhos dos hebreus não morressem. Seu sangue trouxe esperança e libertação. A palavra Páscoa vem do hebraico “pessach”, que significa “passagem”, e lembra o dia em que o anjo do Senhor passou pela terra do Egito (em inglês, “páscoa” é “passover” – “passar por cima”) e também o dia em que o povo hebreu renasceu, passou da escravidão para a liberdade, do Egito para a terra Prometida.

Mas o que a Páscoa tem a ver conosco, que não somos judeus? A resposta está em Jesus. Foi exatamente numa celebração da Páscoa judaica que ele morreu numa cruz. E isso não foi por acaso. Da mesma maneira que aqueles cordeiros morreram para libertar o povo hebreu da escravidão no Egito, Jesus, como cordeiro de Deus, morreu em nosso lugar para nos libertar da escravidão do pecado. Ele é o nosso cordeiro da Páscoa. A grande questão, porém, é se já temos ou não a “marca” do Cordeiro em nossas vidas.

Uma Feliz Páscoa pra você!

Autor: Clinton César

Comunidade Presbiteriana Libertas

Imagem: Minha Filha Vai Casar