Eu nunca fui uma pessoa muito amiga de navios. Sempre fui muito amiga de praia, de mar (sou carioca e não nego a minha raça!). Mas, de navios, não. Só tinha pisado em um navio quando muito pequena. Era um navio missionário, o Logos, que estava atracado no porto do Rio Janeiro. Meu pai Elias nos levou para passear lá, numa tarde de sábado, e me lembro de ter ficado bastante impressionada com aquela visita. O danado me parecia enorme! 
Quase 20 anos se passariam até que eu voltasse a pisar em um navio. E não foi um navio em um marzinho qualquer. Foi um navio no Mediterrâneo!  =)

Eu no navio Zenith, zarpando de Marmaris, Turquia.
E o Wagner, tentando bater a foto, indo contra o balaço do mar, hehehe!
{ O destino: Mediterrâneo Oriental }

Eu e meu marido lindo no porto de Limassol, Chipre.
Eu e Wagner temos a seguinte linha de pensamento: aproveitar a vida, enquanto somos jovens. Eu e ele somos profissionais liberais. Chegamos a trabalhar até 16 horas por dia, muitas vezes. E não temos a pretensão de acumular bens materiais. Trabalhamos, trabalhamos, simplesmente para termos o prazer de fugir juntos, em viagens românticas. 
Já tínhamos feito diversas viagens para a Europa, mas a Grécia continuava para nós um destino misterioso a ser explorado. Essa terra guarda um quê de encantamento, talvez por ser uma porta mais ocidental para culturas exóticas e histórias fascinantes de civilizações antigas. Ou talvez pelo contraste entre seu mar azul e suas casas caiadas de branco, encarapitadas nos rochedos de cidadezinhas escondidas.

O majestoso Parthenon, em Atenas.
Uma singela florzinha, nas ruas de Plaka,em Atenas.
O nosso desafio era organizar todo o itinerário da viagem, sozinhos, sem ajuda de nenhuma agência de turismo, confiando apenas em dicas coletadas na Internet. Ainda tínhamos dúvidas, se valeria à pena encarar um cruzeiro, ou se seria mais interessante fazer a viagem ilha a ilha, trecho a trecho, de avião mesmo. Nesse ponto, foi fundamental ler as dicas do Fatos e Fotos de Viagem (recomendadíssimo!).
Decidimos, então, explorar a região como os viajantes da Antiguidade faziam, pelo mar. Nosso ponto de partida estava definido: Atenas
Inicialmente, tínhamos em mente um cruzeiro apenas pelas Ilhas Gregas. Mas as águas do Mediterrâneo nos propunham descobrir terras vizinhas ainda mais exóticas e atraentes: Egito, IsraelChipre e Turquia. Seria uma oportunidade única de pisar nos continentes da Europa, da Ásia e da África, em uma só viagem!

 Vista da nossa cabine no navio, ao cair da tarde. 
{ O roteiro: 8 Dias, 5 países, 3 Continentes }
Existem muitas e muitas opções de Cruzeiros pelo Mediterrâneo. Porém pouca informação de qualidade para nortear as decisões. Conseguimos uma ou outra dica, mas a maioria desatualizada e desorganizada. Atualmente, existem muitos blogs e sites que nos auxiliam a comprar passagens aéreas e a reservar bons hotéis, com pontuações e críticas dos viajantes. Essa regra não se aplicava aos cruzeiros pelo Mediterrâneo, pelo menos até a nossa viagem em novembro do ano passado. Até que havia muitas ofertas de cruzeiros, mas como saber qual itinerário era o melhor, qual navio oferecia melhor custo-benefício, qual cabine era mais bacana…? Ai. Fomos na cara e na coragem mesmo. E eu fiz uma promessa. Que se desse tudo certo, viria aqui contar tim-tim por tim-tim, pra vocês não passarem a ansiedade que eu passei, hehehe! (Todos os detalhes vocês poderão ler nos próximos posts)
O começo de novembro já era baixa temporada para cruzeiros no Mediterrâneo, pois já estava se aproximando o Inverno. À mesma proporção em que caem as temperaturas, os preços também parecem cair. Assim, conseguimos fazer um cruzeiro com um itinerário bem mais recheado e com maior duração por um preço bem mais razoável. Além do mais, estavam inclusos no pacote escolhido, vôos de ida e volta de Madri para Atenas, além de bebidas (inclusive alcóolicas). Cruzeiro fechado!
Nós dois no Zenith, desfrutando da brisa e do pôr do sol.
{ O navio : Zenith }
Zenith no porto de Limassol, em Chipre.


O Zenith é um navio construído em 1992 e remodelado em 2006. Considerado um navio de porte médio, com suas 47.255 toneladas, ele tem 9 decks, 3 piscinas, 3 jacuzzis e comporta até 1.440 passageiros, além de 670 tripulantes. Sua bandeira é das Bahamas, mas ele opera sob a direção de uma companhia espanhola, a Pullmantur. 

Esse navio dispõe de 2 restaurantes, 6 bares, um spa, um salão de ginástica, um cassino, uma discoteca, uma biblioteca, uma sala de jogos, diversas lojas e um teatro de dois andares. Apenas 35 dos 720 camarotes possuem varanda. 
Eu e Wagner no último deck , o da piscina, no Zenith.


Nos próximos posts, eu vou compartilhar mais detalhes sobre:
o Zenith e o cruzeiro no Mediterrâneo Oriental,
Atenas (Grécia), Cairo (Egito), Jerusalém e Galiléia (Israel),
Limassol (Chipre) e Marmaris (Turquia)

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Todas as fotos desse post são de nossa autoria
(Juliana Bonadiman e Bragança e Wagner Bragança).
Você pode pegar qualquer uma delas, contanto que
 cite os autores e coloque um link para o nosso blog, ok? ;)

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