Levanta a mão quem já ficou sem comprar roupa, bolsa, acessórios ou maquiagem por 6 meses? o/

Desde pequena, sempre fui muito comedida e não me considero consumista, então é comum eu ficar sem comprar durante muito tempo. Mas, em lojas de departamento (leia-se Forever 21, Riachuelo, etc.), já sucumbi várias vezes ao apelo do preço. Você compra 20 peças das lojas de departamento e, no fim, acaba gastando um dinheirão, além de descartar essas mesmas peças em pouco tempo, por causa da qualidade duvidável.

Pensar e enxergar o consumo de uma forma diferente leva tempo e dedicação.

Vamos conversar sobre isso hoje? (:

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Não é novidade falar sobre os atuais questionamentos que muitas pessoas estão fazendo sobre a moda e como ela gera grandes danos às pessoas e ao meio ambiente. Logo, muitos estão respondendo a esses questionamentos, agindo para mudar aos poucos esse cenário fast fashion e se conscientizando sobre o consumo.

Quer entender um pouco a gravidade disso? Assista ao polêmico documentário “The True Coast”, que questiona como é o impacto do consumo desenfreado no planeta e na vida de pessoas que dependem da moda. Vale a pena assistir e refletir. Está disponível no Netflix.

Pensando nisso, já existem algumas iniciativas bacanas de slow fashion pelo mundo, como a troca de roupas ou mesmo o aluguel de peças. Isso mesmo! Você faz uma assinatura mensal e, dependendo do valor pago, te dá direito a usar roupas de alta qualidade, novas ou usadas (com pouco ou nenhum uso). Em Amsterdã, por exemplo, na LENA, marcas que se identificam com esse conceito de slow fashion fazem parcerias e colocam suas peças lá também. Não é incrível isso?

No Brasil, já há uma “roupateca” e fica em São Paulo na House of Bubbles, lavanderia “diferentona” e que tem o mesmo esquema de assinatura de roupas.

Seguindo a linha do reaproveitamento (upcycling), a marca petit h do grupo Hermès reutiliza os materiais que sobram da produção e chegam a virar obras de arte! No Rio, temos a estilista Gabriela Mazepa do Re-Roupa, que cria coleções com tecidos que são descartados pela indústria têxtil, além de fazer parcerias com costureiras que trabalham de forma independente nas comunidades. Outra marca brazuca que reaproveita tecidos é a Insecta Shoes, que cria oxfords, botas e sandálias exclusivos a partir de roupas usadas, tudo de modo artesanal.

Claro, essas peças reutilizadas ou que passam por um processo correto de fabricação possuem preços mais elevados, mas, ao considerar o custo x benefício, o consumidor investe em algo que de fato gosta, irá usar por muitos anos e sabe que foi criado de um jeito consciente.

Dicas de como diminuir o consumo

Não é da noite para o dia que mudamos um hábito, principalmente o consumo desenfreado. Se você luta contra isso, aqui vão algumas dicas práticas que podem te ajudar:

* Considere adquirir peças mais duradouras e que combinem com tudo. Talvez o preço seja mais salgado, mas será um ótimo investimento!

* Reúna as amigas em uma tarde gostosa e promova um bazar ou troca de peças entre si! Garanto que será bem divertido e ainda farão boas “comprinhas”. ;)

* Uma dica para desencorajar a compra: descubra o material e a procedência da roupa, bolsa ou acessório antes de comprar. Essas informações estão contidas na etiqueta. Assim, você pode analisar se a peça vale mesmo o que custa.

* Foco! Me ajuda bastante pensar na peça exata que eu preciso comprar. Assim, eu evito ficar namorando peças que não sejam aquela.

Deixo com vocês o vídeo da Julia Petit e Stephanie Noelle, no qual as duas conversam sobre a experiência de ficar 6 meses sem comprar peças novas e as formas de consumir moda:

Vamos repensar o consumo por impulso?

{Foto: Hannah Morgan}